terça-feira, 28 de janeiro de 2014






No final do século XIX o Brasil iniciou uma política de incentivo a imigração estrangeira, principalmente européia, para atender a falta de mão-de-obra de 1892 a 1897, pois com a abolição da escravatura, os negros estavam livres e os agricultores buscavam mão-de-obra. Os estados de MG e SP foram ajudados pelo governo central. O governo de MG criou uma superintendência em Gênova, Paris e Lisboa, o emigrante do norte da Itália principalmente da região de Vêneto, como tinha aptidão para a agricultura era o mais procurado. Fatores agravantes internos na Itália, como a fome assolando o norte do país, o aumento de impostos e o desemprego impulsionou muitos italianos a saírem do país. O governo italiano aproveitou o momento colocando prisioneiros anarquistas nos navios para o Brasil.
Os imigrantes que aqui chegavam, trazidos pelo sonho de uma vida melhor e fugindo de conflitos na Europa, desembarcavam nos portos do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, vindos na maioria da Itália, outros em menor numero da Espanha, Portugal e outros paises da Europa.
Os navios que transportavam os imigrantes eram ex-navios negreiros. Era comum doença no navio, como a peste negra. A viagem durava 30 dias, sendo que muitos imigrantes trocavam de nomes durante a viagem.
Pelo porto do Rio de Janeiro, muitos foram encaminhados para a Hospedaria Horta Barbosa em Juiz de Fora, onde eram registradas as famílias e permaneciam no máximo por 05 dias. As condições da hospedaria eram muito precárias. Os destinos das famílias eram decididos naquele local, sendo, ou contratados por particulares para trabalhar nas plantações de café ou aqueles que tinham algumas economias partiam para alguma localidade onde podiam começar o seu próprio negócio. Nas hospedarias, os fazendeiros buscavam trabalhadores para as suas plantações. As crianças começavam a trabalhar aos 8 anos na lavoura de café. Os casamentos eram realizados nos meses de setembro, outubro e novembro ou em maio, devido o fim da colheita e quando recebiam o pagamento.
O estado de Minas Gerais começou a receber os imigrantes pela cidade de Juiz de Fora, depois foram instalando grandes colônias italianas nas cidades de Barbacena e São João Del Rei. Muitos proprietários mineiros não gostavam de imigrantes, possibilitando o deslocamento para outras regiões como São Paulo, Sul do país e indo alguns para a Argentina.
Durante a 2ª Guerra Mundial, o então presidente da república Getúlio Vargas aliou-se aos aliados, e como a Itália estava apoiando a Alemanha Nazista, os italianos que aqui estavam trocaram de nomes com medo de serem perseguidos.
Estão incluídas dentre os imigrantes que aqui chegaram, os Tognella e Carli que são duas famílias que vieram para o Brasil fugindo da Itália em busca de uma vida melhor.


OBJETIVO


Vamos aqui descrever com os mínimos detalhes possíveis à história das famílias TOGNELLA e CARLI, suas trajetórias e seus descendentes no Brasil. Coincidentemente vieram no mesmo navio da Itália e seus descendentes acabaram se casando.
Vamos buscar informações principalmente dos primeiros imigrantes no Brasil e mostrar a luta e dificuldades que passaram para sobreviver em tempos muito difíceis.
Outro objetivo é o de que os meus descendentes e os das famílias TOGNELLA e CARLI que ainda virão, saibam de onde os ancestrais vieram e como se disseminaram pelo Brasil.
Toda essa busca por esse objetivo começou com minha mãe, Lídia Helena de Araújo Sousa em outubro de 2001, quando se viu a possibilidade de se naturalizar italiana. Para isso, começou a se informar dos documentos necessários, partindo então para a pesquisa da historia da família TOGNELLA e CARLI onde poderia conseguir os documentos. Como sempre tive interesse em saber as historias dos meus antepassados, fiquei mais motivado em não só conseguir os documentos, mas documentar esses relatos. Em julho de 2005, parti em busca do meu objetivo visitando várias cidades do interior de minas, por onde obtive informações da presença dos meus familiares ao chegarem ao Brasil. Essa procura está apenas no começo, pretendo percorrer muitas localidades para encontrar documentos e relatos da trajetória das duas famílias.



HISTÓRIA

TOGNELLA

O sobrenome TOGNELLA é derivado de TONE ou TOGNI = ANTONIO em dialetos do norte da Itália. Existem algumas familias que derivam do TOGNI como: Tognini, Tognetti, Tognolini. A palavra DE TONI = DE ANTONIO que significa FILHOS DE ANTONIO.
TOGNELLA tem suas origens no Vale Valtellina próximo do Lago Como. E TOGNELA com um (L) uma variante do sobrenome tem seu primeiro registro no ano de 1520 em Stazzona Marto no municipio de Villa de Tirano, provincia de Sondrio, região da Lombardia.

Atualmente a maioria dos TOGNELA com um (L), cerca de 100 pessoas vivem na Villa di Tirano(SO), outros nas provincias de Como e Varese, alguns na Austrália, EUA, Canadá, Venezuela, Argentina, Brasil.


No município de Bovolone, província de Verona, região de Vêneto na Itália, nasceu ANGELO TOGNELLA, no dia 05/03/1866. Casou-se com VIRGINIA GERAVASSO e tiveram o primeiro filho GIUSEPPE TOGNELLA, e com idades de 29, 24 e três meses, respectivamente, saíram da Itália pelo porto de Gênova, no vapor Washington e desembarcaram em 10 de outubro de 1895, no Brasil pelo porto do Rio de Janeiro. Foram encaminhados para a Hospedaria Horta Barbosa em Juiz de Fora, permaneceram até firmarem contrato com a Câmara Municipal de Rio Novo, trabalhando como agricultor. No Brasil o sobrenome na familia teve algumas variações: Tonhella, Tonielli, e Tonhela sendo a atual registrada.


Na localidade de Rio Novo, nasceram às gêmeas ANGELINA E JOCUNDA (1896), GREGORIO (1898) e VICENTE (1903). Mudaram para São Geraldo, próximo a Visconde do Rio Branco, onde nasceram, LUIZA (1909), ELISA, também chamada de JULIA (1907), JOÃO (1912) e PEDRO. Adquiriram uma propriedade de 15 alqueires em Cachoeirinha, área rural de São Geraldo em 1910.


Ângelo Tognella era alcoólatra, apostava em jogos de baralho, além de ser mulherengo. Ao chegar em casa neste estado, batia muito nos filhos e na esposa, que se refugiavam no sítio da família Martins. Quando Ângelo se acalmava, Virginia e os filhos voltavam para casa. Esta vida levou a separação da família, com a perda da propriedade e a saúde abalada de Ângelo por causa de uma cirrose, a sua esposa Virginia e seus filhos mudaram-se com seus poucos pertences para o município de Barra Longa próximo a Ponte Nova, deixando Ângelo em São Geraldo. Angelo mais tarde comprou uma casa em São Geraldo em 1925. Em 1926, faleceu Angelo Tognella, com 60 anos de morte natural, conforme o atestado de óbito, mas pode ter sido por cirrose hepática. O declarante do óbito foi seu filho Pedro Tognella.

Virginia Geravasso e filhos, moraram em Barra Longa, Cunha e na Usina de Jatiboca (Urucânia), nessa ultima localidade trabalharam na plantação de cana-de-açúcar. Em seguida mudaram-se para um local chamado Sobradinho a 15km de Raul Soares, com apenas Julia e João. Atualmente o local é chamado de Usina Pedro Garilo de propriedade do Coronel Amantino e lá permaneceu Virginia Garanazzo até a sua morte em 1942 de câncer no intestino com 76 anos.

GIUSEPPE TOGNELLA, o meu bisavô, mudou o nome para JOSÉ MARINHO TOGNELLA. Quando solteiro viveu em São Geraldo (MG). Em Itamarati de Minas, na Fazenda Boa Vista vivia AMABILI CARLI com sua família, acredita-se que lá conheceu José Marinho Tognella, que mais tarde tornou-se seu marido. O casamento ocorreu em Cataguases, dia 16 de julho de 1919. O casal teve 7 filhos. O primeiro filho se chamava OSWALDO MARINHO TONHELLA já com o sobrenome aportuguesado nascido em 1920, os outros filhos são, IDACEMA (1922), VALDEMAR (1924), HILDA (1926), NILTA (1931), OSCAR faleceu aos 12 anos de problemas no coração e NEUZA faleceu aos 5 anos, os dois últimos filhos relatados, não temos informações sobre o ano de nascimento.

A filha IDACEMA TONHELLA, minha avó, nascida em 1922 no município de Piedade de Ponte Nova, casou-se com ANTONIO DIONISIO DE ARAUJO no município de Urucânia. Tiveram oito filhos, MARIA TONHELLA (1941), ANTONIO (1942), LIDIA (1944), JADER (1947), MÁRIO (1948), JOSÉ MARIA (1950), NILO (1957) e NEUZA (1959). Maria Tonhella, foi a única que levou o sobrenome italiano, devido o medo que o meu bisavô José Marinho Tonhella tinha da repressão do governo brasileiro durante a 2ª Guerra Mundial. José Marinho Tonhella e Amabili Carli moravam em um sitio na zona rural de Urucânia, após a morte de Nilta com apenas oito meses de casado, foram determinantes para a mudança para Barão de Cocais, onde morava o seu primeiro filho, Oswaldo Marinho. Compraram uma chácara perto da estrada de ferro, e por ali se estabeleceram. Em 24 de novembro de 1963, Amabili Carli então com 64 anos faleceu. José Marinho Tonhela faleceu em 06 de outubro de 1967 com 72 anos. Em 2004, a minha avó Idacema Tonhella de Araújo, faleceu na cidade de Urucânia, aos 82 anos, sendo o ultimo filho ainda vivo de José Marinho Tonhela.


Novos relatos da família TOGNELLA

Quando Virginia faleceu, 1942 a 1944, José Moreira estava com 8 anos. O proprietário da Fazenda Sobradinho era o Coronel Amantino.
Jocunda Tognella nasceu em Santa Bárbara do Rio Novo em 21/11/1896, casou com Mário Bonfiglioli em São Geraldo em 09/02/1918, tiveram sete filhos, Adelino, Adelina, Maria, Alcibiades, Abilio, Terezinha e Geraldo.
Aparecida que mora no bairro Ipiranga, é filha de Maria Bonfiglioli, neta de Jocunda. Mario Bonfiglioli nasceu na Itália em 03/01/1894 e morreu em 25/01/1953 com 59 anos.
Natalina Bonfiglioli com quem tive contato em 2006 mora em São Geraldo onde nasceu em 1923 estava com 82 anos, e é filha de Aldo Bonfiglioli, irmão de Mario e Armando. O irmão de Natalina, Sebastião também mora em São Geraldo.
Na cidade de Visconde do Rio Branco, no bairro de Lourdes, rua 3, mora o Sr. Ari, que é filho de Lincon Martins de Lima e Maria Gazzotti.
Vicente Tognella casou–se em Piedade de Ponte Nova em 12/10/1927. Era empregado da Usina de Jatiboca e todos os seus filhos trabalharam lá. Atualmente apenas o seu filho caçula, Geraldo Tonhela trabalha na usina. Vicente morreu em Urucânia em 29/09/1979 com 76 anos.
Em novembro de 2007, após visita a parentes em Ponte Nova, filhos de Vicente Tonhela, obtive novas informações. Os documentos de Vicente estão com seu filho caçula Geraldo Tonhela. A Sr. Luiza Tonhela, nos confirmou que Virginia deve ter falecido por volta dos anos de 1942 a 1944, mas está enterrada em Cornélio Alves perto de Caratinga. Fomos orientados a procurar no cartório de Piedade de Ponte Nova o Sr. Lindolfo. No cartório procurei informações sobre os filhos de José Marinho Tognella, e descobri que Oswaldo Marinho nasceu na Colônia de Jatiboca em 1920 e foi registrado em Piedade de Ponte Nova. Quando Valdemar nasceu em 1924 em Piedade de Ponte Nova, Virginia morou em São Geraldo em 1924, e Angelo Tognella morava em Piedade de Ponte Nova no mesmo ano, ou seja, já estavam separados. Hilda nasceu em 1926 em Mato Dentro próximo a Piedade, Virginia então morava em Piedade e Angelo em São Geraldo. Nilta, nascida em 1931, Virginia estava morando em Ponte Nova. Na certidão de nascimento de Nilta é relatado por José Marinho que Amabili Carli nasceu em São João Nepomuceno e o seu casamento civil ocorreu em Cataguases.
Encontrei variações do sobrenome de Virginia, como Garavaza, Garavari, Garavazzo, Gera Vasso.

ABAIXO ESTÃO ALGUMAS INFORMAÇÕES EXTRAS DE ALGUNS DOS FAMILIARES:


· ANGELO TOGNELLA- 05/03/1866 a 24/07/1926. FILHO DE GAETANO TOGNELLA e CAROLINA CARRAZZOLI. Nasceu em Bovolone (Italia).
· GIUSEPPE TOGNELLA /JOSÉ MARINHO TONHELLA – 21/05/1895 a 06/10/1967. Nasceu em Verona na Itália.
· JOCUNDA TONHELLA nasceu em Santa Bárbara do Rio Novo em 21/11/1896 e morreu em Belo Horizonte em 1959/60 estando enterrada no cemitério da Saudade.
· ANGELINA TONHELLA nasceu em S. Bárbara do Rio Novo em 1896.
· GREGÓRIO TONHELLA nasceu em 1898 em Santa Bárbara do Rio Novo e morreu solteiro em Santo Antônio do Grama por volta de 1946.
· VICENTE TONHELLA nasceu em S. Bárbara do Rio Novo em 16/05/1903 e morreu em 29/09/1979 com 76 anos em Urucânia.
· PEDRO TONHELLA morreu de câncer de garganta por volta de 1970 a 1972. Está enterrado no cemitério da Saudade em BH.
· ELISA/JULIA TONHELLA nasceu em São Geraldo 20/10/1907 e morreu solteira em Barão de Cocais.
· LUIZA TONHELLA nasceu em São Geraldo em 03/01/1909 e faleceu em 28/03/1982 em Belo Horizonte com 73 anos, está enterrada no cemitério da Paz.
· JOÃO TONHELLA nasceu em São Geraldo em 16/04/1912 e faleceu em 14/02/1947 em Barbacena. Atestado de óbito declara que morreu como indigente de "Colite, uma inflamação do Cólon".
·OSWALDO MARINHO TONHELLA  nasceu em 12/10/1920 e faleceu em Barão de Cocais em 11/09/1990.
· IDACEMA TONHELLA - 10/08/1922 a 2004. Faleceu em Urucânia.
·WALDEMAR TONHELLA  nasceu em 02/02/1924 e faleceu em Barão de Cocais em 18/12/1990.
· HILDA TONHELLA nasceu em 29/04/1926 e faleceu em Barão de Cocais solteira em 07/07/1997.
· NILTA TONHELLA nasceu em 1931 e suicidou depois de 08 meses de casada.



HISTÓRIA









CARLI
  

Em Cadeglioppi, na província de Verona, região de Veneto na Itália, se casaram no dia 22.11.1893, GIACINTO CARLI, 26 anos, nascido em Roverchiara(VR) e GIACINTA BONETTI, 22 anos, nascida em Isola Rizza(VR). Também saíram da Itália em busca de uma nova vida, com algumas economias, saíram do porto de Genova, no vapor Washington, e desembarcaram no dia 10 de outubro de 1895 no porto do Rio de Janeiro no Brasil. Estiveram registrados na Hospedaria Horta Barbosa em Juiz de Fora, da qual foram encaminhados para Rio Novo, na Fazenda Floresta, mas não permaneceram. Bem perto, no município de Itamarati de Minas, com suas economias compraram um terreno na Fazenda do Estado, depois chamada de Colônia Major Vieira, pois concentravam muitas famílias italianas. Nesta região nasceram seus filhos, AMABILI, SEBASTIÃO, ESTEVÃO PAULO, VITÓRIA, SILVIA, AURORA e JOÃO. AMABILI CARLI, nasceu em 1899 em Rio Novo, a sua irmã Vitória aos nove anos ficou cega.
Estabeleceram neste local, instalando um engenho e produzindo a rapadura, tendo uma rentável atividade para sustento da família.

A família Carli era espírita, Giacinto Carli criou um centro espírita e atendia as pessoas da comunidade onde morava. Todos seus filhos já haviam se radicado em Cataguases, de menos Amabili Carli que mudou para Piedade de Ponte Nova com seu marido José Marinho Tonhella. Giacinta Carli faleceu em 1935 e Giacinto Carli então encontrou uma outra companheira, mas não casou nem teve filhos. Giacinto morreu no ano de 1954 em Cataguases, com 84 anos, então seus filhos Estevão e Sebastião resolveram vender a propriedade em Itamarati de Minas. O filho João morreu com 22 anos de idades, ainda solteiro, de pneumonia.

Após a morte de seus pais, Vitória a filha cega não teve amparo de nenhum irmão, então HILDA ROMANHOL CARLI, esposa de um dos seus irmãos ESTEVÃO PAULO CARLI se prontificou a cuidar de VITÓRIA, morando em sua casa, recebeu muito carinho de todos, principalmente seus sobrinhos, MADALENA, CÉLIA e PAULO CARLI até a sua morte.

MADALENA CARLI casou-se com JOSÉ GILDO, continuam morando em Cataguases, na presença de seus netos. Célia casou e continua vivendo em Cataguases (MG), junto de seus dois filhos e seus netos. Paulo Carli faleceu em conseqüência da grande quantidade de álcool ingerida.

Hilda Romanhol Carli, é filha de Vicente Romanhol e Angelina Bianchi. Madalena Carli é filha de Estevão Paulo Carli, e Marta Carli é filha de Aurora Carli.

ABAIXO ESTÃO ALGUMAS INFORMAÇÕES EXTRAS DE ALGUNS FAMILIARES:


. GIACINTO CARLI - 11/04/1867 a 18/01/1954 - FILHO DE STEFANO CARLI E MARIA GIAROLA.

. GIACINTA BONETTI - 02/07/1871 a 02/11/1935 - FILHA DE PIETRO BONETTI E FILOMENA FERRARESE.

. AMABILI CARLI - Nasceu em Rio Novo(MG), em 06/08/1899 e faleceu em Barão de Cocais(MG) em  24/11/1963. FILHA DE GIACINTO E GIACINTA BONETTI.

. ALBINO CARLI - 25/03/1858 a ...? - FILHO DE STEFANO CARLI E MARIA GIAROLA. 

 LUIGIA TOMBARA 17/06/1861 a ...? - FILHA DE ELISEO E ROSA GOBBI.
   . PIERINA CARLI - 24/11/1886 a ...? - FILHA DE ALBINO E LUIGIA TOMBARA.
   . "GISMANDA OU GIOCONDA"- 29/06/1889 a ...? - FILHA DE ALBINO E LUIGIA                   TOMBARA.
   . GIOVANNA CARLI - 04/05/1891 a ...? - FILHA DE ALBINO E LUIGIA TOMBARA.
   . "LUSIA OU LIVIA" - 12/05/1893 a ...? - FILHA DE ALBINO E LUIGIA TOMBARA.


INFORMAÇÕES ADICIONAIS

O irmão de Giacinto, Albino Carli então com 37 anos veio para o Brasil no mesmo navio segundo registro da Hospedaria Horta Barbosa. Albino veio da cidade de Oppeano com a esposa Luigi Tombara de 34 anos, e seus filhos: Pierina de 9 anos, "Gismanda ou Gioconda" *de 6 anos, Giovanna de 4 anos e "Lusia ou Livia"*. A familia teve como destino final o municipio de Rio Novo em Minas Gerais.
A família BONFIGLIOLI se estabeleceu em Ribeirão Vermelho, área rural de São Geraldo, a fazenda ainda está em posse da família atualmente. Os primeiros italianos a chegarem foram EURICO GIUSEPPE BONFIGLIOLI e EURICA GAZZOTTI, e seus filhos Aldo Bonfiglioli, Armando e Mário Bonfiglioli esses dois ultimos casaram com Angelina e Jocunda Tognella respectivamente.
Dois filhos de Aldo Bonfiglioli que conversei, ainda moram em São Geraldo, Sebastião e Natalina Bonfiglioli, esta nasceu em 1923, está com 82 anos em 2006.
Em Visconde do Rio Branco, em 2006, encontrei com uma testemunha de quem conheceu Angelo Tognella quando era vizinho na área rural de São Geraldo. Lincon Martins de Lima, está com 90 anos (1915), relembra na sua infância, quando seu pai acolhia Virginia Garanazzo e seus filhos fugindo da violência que cometia Angelo quando ficava bêbado.
Lincon está casado com Maria Gazzotti está com 84 anos, filha de Eurico e Eurica Bonfiglioli. Eurico após ter perdido a sua esposa durante o parto em 1933, casou-se novamente e dos seus novos filhos é descendente atualmente a famosa jornalista do SBT, Madalena Bonfiglioli.
Angelina e Armando tiveram três filhos, José , Terezinha e Adelina Bonfiglioli. Angelina morreu durante o parto. Jocunda e Mário (Italiano) casaram em São Geraldo em 09/02/1918, tiveram seis filhos, Adelino, Adelina, Maria , Alcibiades, Abilio e Terezinha. A família de Jocunda e Mário vieram para Belo Horizonte, se estabeleceram no Bairro Ipiranga. Mário Bonfiglioli morreu em 25/01/1953. Todos os filhos de Maria Bonfiglioli ainda moram no Ipiranga, a sua filha Aparecida Bonfiglioli e seus irmãos com quem tive contato.
No interior do estado de São Paulo encontra-se o sobrenome Tognella, mas não sabemos se existe algum parentesco. Outra família que tem parentesco mais distante é a Trevenzolli.
Algumas das famílias italianas que viajaram junto com os Tognella para o Brasil são: Bergatti, Bassoto, Manquiolli, Trevenzolli. Outras familias que vieram no mesmo navio que os Tognella e Carli são os Farcuotto, Caffini, "Torzella ou Forzella"*, Bonette, Garavaro e Mariotto.

* OBS: A identificação de alguns sobrenomes não são claros e por isso coloquei entre aspas os relatos acima.


COLÔNIA MAJOR VIEIRA

 

A fazenda Boa Vista se transformou neste núcleo colonial Major Vieira. Criada pelo decreto n.º 3207 de 01/07/1911 e emancipado pelo decreto nº 6614 em 20/07/1923. A colônia era mantida pelo Estado, dividida em 49 lotes, sendo que 28 lotes tinham títulos definitivos e escrituras públicas. Os outros 21 lotes eram títulos provisórios. Havia famílias espanholas, portuguesas e 8 famílias italianas. O mestre de cultura era José de Mello Franco. Servida pela Estrada de Ferro Leopoldina, localizava-se a 6 km da Estação de Ferro Barão de Camargos e 13 km da Estação de Cataguases.

REGISTROS NA HOSPEDARIA HORTA BARBOSA


CARLI – Entrada em 11/10/1895 com saída em 15/10/1895, contratada pelo 1º distrito da Câmara Municipal de Rio Novo.
TOGNELLA – Entrada em 11/10/1895 com 4 bagagens e saída em 15/10/1895, contratada pelo 1º distrito da Câmara Municipal de Rio Novo.


LOCAIS DE PESQUISA

- Barão de Cocais - MG - Brasil

- Barbacena - MG - Brasil

- Belo Horizonte -MG -Brasil
.Registro oral da familia TOGNELLA e CARLI

- Bionde di Visegna Salizzole - Verona - Italia

- Bovolone - Verona - Italia

- Brasilia - DF - Brasil

- Cadeglioppi – Verona – Itália

- Cataguases - MG - Brasil
. Registro oral da familia CARLI

- Cerea - Verona - Italia

- Isola Della Scala - Verona - Italia

- Isola Rizza - Verona - Italia

- Itamarati de Minas - MG - Brasil

- Juiz de Fora - MG - Brasil

- Pellegrina - Verona - Italia

- Piedade de Ponte Nova - MG - Brasil

- Ponte Nova - MG - Brasil
. Registro oral da familia TOGNELLA

- Raul Soares - MG - Brasil

- Rio de Janeiro - RJ - Brasil

- Rio Novo - MG - Brasil

- Roverchiara - Verona – Itália

- San Pietro Di Morubio - Verona - Italia

- São Geraldo - MG - Brasil
. Registro oral da familia BONFIGLIOLI

- São João Nepomuceno - MG - Brasil

- São Paulo - SP - Brasil

- São Vicente da Estrela - MG - Brasil

-Villafontana - Verona - Italia

- Visconde do Rio Branco - MG - Brasil

- Verona – Itália


REGISTRO LOCALIZADOS

. Relação das entradas de imigrantes na Hospedaria Horta Barbosa.

· Relação dos imigrantes localizados no 1º distrito em virtude de contratos firmados com particulares da família Tognella e Carli.

· Certidão de Nascimento de Angelina, Jocunda e Gregório Tognella, filhos de Ângelo Tognella e Virginia Garanazo.

· Certidão de Nascimento de Idacema Tognella, Oswaldo Marinho, Valdemar, Ilda e Nilta, filhos de José Marinho Tognella e Amabili Carli.

· Certidão de Óbito de José Marinho Tognella e Amabili Carli.

· Certidão de Óbito de Giacinto Carli.

· Imóveis adquiridos por Angelo Tognella:

Ø Escritura de 10-05-1910 de 15 alqueires e 3 quartas de terras em Cachoeirinha no município de São Geraldo. Comprado de Clementino de Jesus Maria Lima e sua mulher Rita Isabel do Carmo, registrado pelo tabelião Fecundino Coutinho em 04-06-1910 em São Geraldo.

Ø Escritura de 10-01-1925 de uma casa na Rua Silviano Brandão s/n, registrado em 15-01-1925 no tabelionato José Pinto de São Geraldo. Comprado de Maria Antonia de Jesus Mendonça.

.Certidão de Batismo de Angelo Tognella.

· Certidão de Óbito de Angelo Tognella.

· Registro de matrimônio de Giacinto e Giacinta Carli .

Certidão de Casamento de José Tognella e Amabili Carli.
. Certidão de Batismo de Giacinto Carli.

. Registro militar de Giacinto Carli.

. Certidão de Batismo di Giacinta Bonetti.

. Certidão de nascimento de Nilta Tonhella.



COLABORADORES

Lida Helena de Araújo Sousa – Belo Horizonte - MG
Marta Carlis – Cataguases - MG
Javaste Carli – Cataguases - MG
José Gildo e Madalena Carlis – Cataguases - MG
Oswaldo Marinho Filho – Barão de Cocais – MG
Kátia Carlis Oliveira - Petrópolis – RJ
José Moreira Tonhela –Belo Horizonte – MG
Reinaldo Tonhela – Belo Horizonte - MG
Neuza Maria de Araújo Mayrink – Urucânia – MG
Aparecida Bonfiglioli – Belo Horizonte- MG
Maria Célia de Oliveira (Bonfiglioli) – São Geraldo – MG
Sebastiana Tonielli -Belo Horizonte -MG
Reinaldo Tonhela – Ponte Nova – MG
Geraldo Tonhela Ponte Nova – MG
Luzia Tonhela Ponte Nova – MG
Zizinha Tonhela - Belo Horizonte – MG
Maria Joana Neto Capela - MG
Giacomo Ganza - Villa di Tirano - Italia
Flavio Tognela - Tirano - Italia



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICOS

. Relatório da Diretoria da Agricultura, Terras e Colonização dos anos de 1910, 1911, 1918 e 1919.
. SENNA, Nelson de. Anuário de Minas Gerais. Ano V, 1913.

.CAPELLA, Maria J. N. Colônia Major Vieira - Um Marco da Imigração em Cataguases. Cataguases, 2011.
http://www.emigrazioneveneta.com/

PRODUÇÃO
Reder C. de Sousa - redersousa@hotmail.com


Belo Horizonte
Dezembro de 2008

7 comentários:

  1. Boa Noite, sou bisneta da Jocunda Tognella e Mario Bonfiglioli e neta de Maria Bonfiglioli.

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  2. Jocunda teve 7 filhos, faltou o tio Geraldo foi o último a falecer e não teve filhos.

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  3. Bom dia gostaria de saber se você tem histórico do Luiz Tognella casado com a Judith Faé ?

    Abraços,

    Mateus Tognella

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  4. Olá estou na busca meu bisavô Antônio Marinho ,veio de minas para Assis SP.Deixando seus parentes em Minas ele era italiano ,ninguém sabe o sobrenome italiano pois foi aportuguesado assim .Já morreu a muitos anos hoje bisneto tentam encontrar algo.Mas vi aqui o mesmo sobrenome em José Marinho Tognella.Sera que não eram parentes???

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  5. Olá meu nome é Luiz Cláudio, filho de nelci tonhela e neto de Pedro tonhela

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    1. Luiz Claudio, td bem! Desulpa a demora em te responder.
      Voce mora onde? Gostaria muito de conversar com voce. Meu telefone é 31-992183238.
      Caso achar melhor me passe seu contato.

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  6. Olá, sou bisneta da Jocunda e Mário Bonfiglioli

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